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Subir as palavras por minuto: treino de dactilografia e ditado
Palavras por minuto (WPM, em inglês) é a medida mais usada para a velocidade ao teclado. Quem escreve com dois dedos fica normalmente abaixo da média; quem treina dactilografia com os dez dedos sobe devagar, semana após semana.
Este artigo mostra como medir, como treinar e onde está o limite do teclado, para decidires quando vale a pena treinar e quando vale a pena simplesmente falar.
Medir primeiro, treinar depois
- Faz um teste de 1 minuto num site de dactilografia em português (o 10FastFingers e o Monkeytype têm modo em português).
- Aponta dois números: palavras por minuto e precisão. Velocidade com muitos erros não serve, porque vais apagar depois.
- Repete o teste uma vez por semana, no mesmo site e à mesma hora.
O que faz mesmo a velocidade subir
- Dez dedos e posição base: indicadores no F e no J (as teclas com o relevo). Ao início é lento, e é a única forma de passar o limite de quem escreve a olhar.
- Não olhar para o teclado: tapa as mãos com um pano, se for preciso. Olhar parte o ritmo.
- Precisão antes de velocidade: escreve devagar e certo. A velocidade aparece sozinha.
- Pouco e todos os dias: 15 minutos diários rendem mais do que duas horas ao sábado.
- Postura: cotovelos a 90 graus, pulsos direitos, ecrã à altura dos olhos. O cansaço derruba a velocidade ao fim do dia.
- Atalhos: Ctrl+Backspace apaga a palavra toda, Ctrl+setas salta palavras. Corrigir depressa também conta.
- Teclado PT bem configurado: se os acentos e o ç não saem à primeira, paras a cada palavra.
O limite do teclado
Mesmo com treino, a maioria das pessoas não passa muito das 40 palavras por minuto em texto real, que tem nomes, acentos e pausas para pensar. A falar, a média anda perto das 130, sem treino nenhum.
Por isso a pergunta útil não é só "como escrevo mais depressa", mas "que parte do meu texto precisa mesmo do teclado". Rascunhos de email, respostas a mensagens, notas de reunião e o primeiro esboço de um relatório saem bem falados. Tabelas, código, fórmulas e o acerto final continuam melhores ao teclado.
Onde o ditado por voz entra
O usarvoz escreve o que dizes na caixa de texto aberta, já pontuado em português. Fazes o rascunho a falar e revês ao teclado, onde a tua velocidade de dactilografia continua a ser útil.
- Instala a extensão do usarvoz no Chrome e entra com o teu email (código de 6 dígitos, sem palavra-passe).
- Abre o Google Docs ou o Gmail, clica na caixa de texto e carrega em Alt+Shift+V.
- Diz o parágrafo inteiro de seguida: "o relatório está pronto falta só a revisão" fica "O relatório está pronto, falta só a revisão." Regra: fala como falas: o usarvoz pontua sozinho; se disseres a pontuação, respeita-a. Os "hum" e "ãh" são apagados.
- Carrega outra vez. O texto entra onde está o cursor.
- Revê ao teclado com Ctrl+Backspace e Ctrl+setas. Para nomes que saem mal, usa o dicionário em /conta.html.
Faz a experiência: cronometra um email escrito ao teclado e outro dito e revisto. Compara o teu número, não o de um site.
Compara o teu email dito com o escrito ao teclado. 30 minutos grátis, sem cartão.
Experimentar grátisPerguntas frequentes
Quantas palavras por minuto é bom?
Perto de 40 é a média de quem escreve no dia-a-dia. Bem acima disso, com boa precisão, já é rápido para texto real.
O ditado conta para as palavras por minuto?
Nos testes de dactilografia, não. No trabalho conta o tempo até o texto estar pronto, e aí dizer o rascunho costuma ganhar.
Quanto custa o usarvoz?
30 minutos gratuitos, sem cartão. O Pro custa 5,99 € por mês com 8 horas de ditado.