Apps Linux para estudantes: tudo o que precisas para a escola e a faculdade
Estudar em Linux é mais fácil do que parece. O Ubuntu, o Linux Mint e o Fedora correm bem num portátil antigo, e quase tudo o que um estudante precisa existe em versão livre ou funciona no browser.
Esta lista junta apps reais, para que serve cada uma, e como escrever trabalhos em voz no Linux através do Chrome.
Escrever trabalhos e ler PDFs
- LibreOffice Writer: processador de texto completo, abre e grava .docx. Bom para a tese, com estilos de título e índice automático.
- Google Docs no browser: trabalhos de grupo e histórico de versões, sem instalar nada.
- Okular ou Evince: leitores de PDF. O Okular deixa sublinhar e anotar.
- Xournal++: anotar PDFs e escrever à mão com mesa digitalizadora ou ecrã táctil.
- LaTeX com TeXstudio: para quem está em ciências e precisa de fórmulas. Custa a aprender, mas o resultado fica limpo.
Apontamentos, bibliografia e concentração
- Obsidian e Joplin: apontamentos em Markdown, com ligações entre notas. O Joplin é de código aberto e sincroniza entre dispositivos.
- Zotero: guarda artigos, gera citações e bibliografia em APA, Chicago e outros estilos, e liga-se ao LibreOffice e ao Docs.
- Anki: cartões de memória com repetição espaçada, óptimo para matéria de exame.
- GNOME Pomodoro ou outro temporizador: blocos curtos de estudo com pausa.
Como montar o kit no Ubuntu ou no Mint
- Abre a loja de software do sistema ("Software" no Ubuntu, "Gestor de Aplicações" no Mint) e procura LibreOffice, Okular, Zotero e Anki.
- Se alguma não aparecer, procura a versão Flatpak no mesmo gestor ou no Flathub.
- Instala o Google Chrome pelo pacote .deb do site da Google, para usares o Docs e extensões.
- Cria uma pasta por cadeira e configura o Zotero para guardar lá os PDFs.
- Abre um .docx do professor no LibreOffice antes da primeira entrega, para veres se a formatação se aguenta.
Os nomes dos menus mudam entre versões e distribuições. Se não encontrares, procura "Software" no menu do sistema.
Onde o ditado por voz entra
O Linux não traz um ditado de sistema pronto como o Windows e o Mac. Para escrever a falar, o caminho mais simples é o browser.
O usarvoz não tem programa para o computador: lá, é uma extensão do Chrome, e funciona no Linux tal como no Windows. Escreve em português, com pontuação automática e sem os "hum". Falar chega perto das 130 palavras por minuto, escrever no teclado anda pelas 40, e isso pesa no rascunho de um trabalho comprido.
- Abre o Chrome no Linux, instala a extensão do usarvoz e entra com o teu email (código de 6 dígitos, sem palavra-passe).
- Abre o trabalho no Google Docs e clica no texto. Clica no microfone azul ou carrega em Alt+Shift+V.
- Diz o parágrafo como te sai: fala como falas: o usarvoz pontua sozinho; se disseres a pontuação, respeita-a.
- Para resumos de aulas, muda para o modo Notas: cada frase vira um tópico.
- Junta nomes de autores e termos da tua área ao dicionário da conta.
No LibreOffice instalado no computador a extensão não entra, porque está fora do browser. Escreve no Docs e copia, ou fica pelo Docs.
Escreve o próximo trabalho a falar, no Chrome do Linux. 30 minutos grátis.
Experimentar grátisPerguntas frequentes
Posso usar o Microsoft Office no Linux?
Não há versão para instalar, mas o Office na web funciona no browser. O LibreOffice abre e grava ficheiros do Word.
O usarvoz funciona em Linux?
Sim, como extensão do Chrome. Não existe programa para o computador.
Quanto custa o usarvoz?
30 minutos grátis, sem cartão. Depois 5,99 € por mês, com 8 horas de ditado na nuvem.