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Ditado para fonoaudiólogos: evoluções e relatórios sem ficar até tarde digitando

Fonoaudiólogo atende, observa, anota e depois ainda escreve. A evolução de cada sessão, a anamnese do paciente novo, o relatório de avaliação para a escola, para o médico ou para o convênio. É texto que não pode ficar para depois, porque a memória da sessão some.

Este artigo mostra como organizar essa escrita, o que avaliar numa ferramenta de ditado e onde o ditado por voz poupa tempo de verdade.

Testar grátisAtualizado em 14/10/2026

Os documentos que mais tomam tempo

  • Evolução de sessão: curta, mas diária e para cada paciente. O que foi trabalhado, a resposta, a conduta para a próxima.
  • Anamnese: histórico de desenvolvimento, queixa, alimentação, audição, escola. Longa e cheia de detalhes.
  • Relatório de avaliação: o texto mais longo. Descreve linguagem, fala, voz, motricidade orofacial ou audição, os instrumentos usados e a conclusão.
  • Relatórios para terceiros: escola, neuropediatra, otorrino, convênio. Mesmo conteúdo, linguagem diferente para cada leitor.

Como escrever a evolução sem atrasar o dia

  1. Use uma estrutura fixa: objetivo da sessão, atividades, resposta do paciente, orientação à família, plano.
  2. Escreva logo depois da sessão, nos minutos entre um paciente e outro. Dois minutos agora valem mais que vinte à noite.
  3. Descreva o que observou, com exemplos ("produziu /r/ em posição medial em 6 de 10 palavras"), e separe da sua interpretação.
  4. Deixe o relatório longo para um bloco fixo na semana, com o protocolo de avaliação aberto ao lado.

O que avaliar numa ferramenta de ditado

  • Onde roda: no navegador, no celular ou só num programa de computador. Se o seu prontuário eletrônico é web, uma extensão de navegador escreve direto nele.
  • Português de verdade: termos como fonema, disfagia, ceceio, processos fonológicos precisam sair escritos certo. Um dicionário próprio ajuda.
  • Dados sensíveis: dado de saúde é sensível pela LGPD. Pergunte se o áudio é guardado, se o texto fica no servidor e se os dados treinam modelos.
  • Ditado nativo do sistema: o ditado do Google Docs, do Windows ou do iPhone é gratuito e serve para textos curtos. Costuma exigir mais correção de pontuação.

Onde o ditado por voz entra

O usarvoz escreve o que você fala em qualquer campo de texto: o prontuário web no Chrome (pela extensão), ou qualquer app no celular (teclado no iPhone, bolha no Android). O áudio é apagado depois da transcrição e o texto não fica no nosso servidor, a menos que você ative o "histórico", que vem desligado.

Para evoluções, o modo Notas coloca cada frase num tópico. Para relatórios, use o modo normal: diga novo parágrafo e o texto muda de parágrafo.

  1. Na página da conta (/conta.html), adicione ao dicionário os termos que você usa: nomes de protocolos, fonemas, "disfagia orofaríngea", nomes de escolas e médicos que recebem seus relatórios.
  2. No Chrome, abra o prontuário do paciente e clique no campo da evolução.
  3. Aperte Alt+Shift+V e fale: "o objetivo é a produção de fricativas em início de palavra". Sai: "O objetivo é a produção de fricativas em início de palavra." Fale como fala: o usarvoz pontua sozinho; se disser a pontuação, respeita-a.
  4. Clique no botão para parar, releia e salve. Escreva o nome do paciente à mão se preferir não dizer em voz alta.

Ditar não substitui o seu julgamento clínico nem a revisão. Confira números de testes e escores antes de assinar.

Escreva a próxima evolução falando. 30 minutos grátis, sem cartão.

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Perguntas frequentes

Posso ditar em atendimento com o paciente na sala?

Pode, mas muitos profissionais preferem ditar logo depois, sem o paciente ou a família ouvindo. Decida pelo sigilo, não pela ferramenta.

O usarvoz guarda o que eu falo?

Não. O áudio é apagado depois da transcrição e o texto só fica guardado se você ativar o histórico. Não usamos seus dados para treino.

Quanto custa?

30 minutos grátis para testar. Depois, R$ 19,90 por mês com 8 horas de ditado na nuvem.